História do LACIN

O Laboratório Interdisciplinar de Cognição e Neurolinguística (LACIN) surge como desdobramento natural e amadurecido de um percurso acadêmico consolidado no campo dos estudos da linguagem e da cognição. Sua origem remonta ao Grupo de Pesquisa Letramento, Alfabetização, Tecnologia Digital e Cognição (LATEC), coordenado pela professora Renata Barbosa Vicente, cujo foco inicial incidia sobre letramento, cognição, tecnologias digitais e práticas educativas, sempre em perspectiva interdisciplinar e socialmente comprometida.

Com a ampliação e o adensamento teórico-metodológico de suas investigações, especialmente a partir do pós-doutorado realizado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), Renata Barbosa Vicente passa a incorporar, de modo sistemático, referenciais da neurolinguística e da neurociência da linguagem. Esse movimento ocorre sob a supervisão da professora Maria Célia Lima-Hernandes, pesquisadora de reconhecida trajetória acadêmica e coordenadora do Grupo de Pesquisa Linguagem e Cognição (LinC), referência nacional nos estudos que articulam linguagem, cognição e processos inferenciais.

A interlocução acadêmica entre ambas, marcada por afinidades teóricas, interesses científicos convergentes e pelo desejo de explorar novos horizontes epistemológicos, resultou na construção de uma parceria sólida e produtiva. É nesse contexto de renovação intelectual, expansão temática e fortalecimento da interdisciplinaridade que nasce o LACIN, configurando-se como um espaço de convergência entre linguística, neurolinguística, cognição, psicologia, educação e tecnologia.

Desde a sua constituição, o LACIN tem como missão desenvolver pesquisas interdisciplinares de excelência que investiguem as relações entre linguagem, cérebro, cognição e práticas sociais, com especial atenção à inclusão, à acessibilidade, à educação de qualidade e à redução das desigualdades. Ao articular pesquisa, ensino e extensão, o laboratório reafirma seu compromisso com a formação crítica de pesquisadores, a inovação científica e o impacto social do conhecimento produzido.